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Dark Souls 2, Review

Por: Ether Hiroaki

Dark Souls 2, Review

Em 2009, Demon Souls estava sendo lançado no Japão e na América do Norte para o Playstation 3, o jogo fez um sucesso discreto entre vários jogadores de um nicho muito específico, que estavam órfãos de um RPG de ação que fosse ao mesmo tempo desafiador e contasse com um single e multiplayers igualmente “robustos”.

Já em 2011, o sucessor espiritual do Demon´s Souls, o atualmente conhecido como Dark Souls I, estava sendo lançado para o Xbox 360 e o Playstation 3 tanto no Japão, quanto nos EUA e na Europa, e em 2012 em vista do crescente sucesso do jogo, a FromSoftware por meio de um abaixo assinado dos fãs e entusiastas da série, fez uma versão do jogo para o PC, através do Games for the Windows Live. Apesar do incontestável sucesso de venda que o jogo teve no PC, ele foi recebido como um Port mal feito e “preguiçoso”, graças a comunidade modder do PC, eles conseguiram corrigir vários problemas, tais como os 30 Fps por segundo e a resolução travada 1280x720.

Como dito antes, Dark Souls 1 fez um sucesso muito maior do que a empresa esperava, tanto que ela investiu uma quantia muito maior para criar o terceiro título da série Souls, Dark Souls 2, esse o qual se passa no mesmo universo do primeiro jogo, mas a milhares de anos após os acontecimentos do primeiro jogo.

O jogo Dark Souls 2, possui gráficos muito superiores se formos comparar com as versões dos consoles de Dark Souls 1, a versão de PC sem mods de Dark Souls 2, que, mesmo com os gráficos no máximo, acabou apresentando gráficos levemente inferiores em relação a versão com texturas HD de Dark Souls 1 para PC. Por mais sútil que as diferenças sejam no PC, o jogo fica mais bonito, mas ainda assim, não consegue chegar aos pés dos primeiros trailers que a FromSoftware fez do jogo em fase alfa/beta.

 A jogabilidade está num nível superior em relação ao Demon´s Souls e ao Dark Souls 1, várias coisas foram levemente alteradas conseguindo dar uma sensação nova, mesmo para os jogadores mais experientes nos outros jogos da série, ainda assim, levará um tempo para que eles sejam capazes de dominar as novas mecânicas com perfeição, lembrando que, quem já jogou os outros títulos da série, certamente irá se sentir em um ambiente mais familiar do que os new comers. Algumas coisas foram mantidas do primeiro jogo, como as covenants (claro que há novas covenants e algumas novas mécanicas), o sistema de Humanitys do primeiro jogo foi removido e substitudo pelas effigys, mas não se engane, em Dark Souls 2, o único jeito de não ser invadido é desconectando seu console da internet.

Tendo aprendido com Demon´s Souls e o próprio Dark Souls 1, Dark Souls 2 tem servers para o seu modo online, o que torna as invasões e a Jolly Cooperation da mesma região, muito mais suave e divertida, além de ter bem menos lag no geral.

A FromSoftware teve todo um cuidado ainda dentro dessa questão da jogabilidade, já que a série Souls e amplamente conhecida pela seu estilo de gameplay desafiador mas altamente “Justo”, para tentar balancear a dificuldade para os jogadores novatos ou para os casuais interessados em conhecer a história do jogo, algumas coisas como os inimigos após serem mortos uma quantidade X de vezes eles param de respawnar em dada área do jogo a menos que o player queime uma bonfire aestetic, o que faz a área respawnar todos os inimigos do local só que eles iram estar com a força dos inimigos no NG +. Inclusão de mais bonfires pelo jogo o que aumenta a quantidade de Checkpoints que os jogadores possuem ao longo de sua aventura, e como o tele transporte entre as bonfires está disponível desde o início do jogo, leva a menor necessidade de backtracking, o que torna o jogo de certa forma menos repetitivo.

            Diferente de seu predecessor, o jogo te da bem mais liberdade para escolher por onde começar e por onde continuar sua aventura primeiro, aliás devido a algumas mudanças nas mécanicas, o jogo pode ser abordado de inumeros jeito diferentes, principalmente com o uso do Bonfire Aestetic, ou seja, e muito provável que os mais exploradores sejam capazes de começar o jogo e explorar as áreas do mesmo, de forma bem diferente do que eu fiz durante a minha playthrough. Outro ponto muito interessante a ser comentado e que o jogo está essencialmente muito mais longo que o primeiro, há muito mais chefes para se enfrentar, a pesar de que alguns deles são apenas monstros maiores é não são muito mais complicados que os inimigos normais, mas há chefes memoráveis como o Smelter Demon, o Lost Sinner entre outros.

            A trilha sonora está impecável devo ser sincero que quando eu entrei em Majula a primeira vez quase chorei devido ao sentimento de tristeza e desolação que a música transmitiu, ela realmente passa a ideia de um mundo que está morrendo e que cansou de ter esperanças, apesar de alguns sons terem sido “reciclados” do Dark Souls 1 e uma certa música num certo boss ser um tanto quanto rememorativa em relação ao primeiro jogo, digamos que foi um agrado muito interessante aos fãs da série, de certa forma até nostálgico.

            Eu não cheguei a jogar o NG+, então não posso falar dele em relação ao NG+ do Dark Souls 1, mas algo interessante que eles colocaram no 2 e que ao matar o último boss, você não e mandado automaticamente para o NG+, te dando um pouco mais de tempo para explorar caso você queira pegar tudo o que se de para pegar, antes de prosseguir para a versão mais difícil de um jogo já considerado difícil, ao que vem sido comentado nos fóruns e similares, o jogo realmente desafiador e tal, começa a partir do NG +, mas novamente não posso dizer nada, pois não joguei esse modo.

            Por fim, tratar do último ponto que tem feito a maioria dos fãs do primeiro jogo roerem as unhas de preocupação, o que tira a noite de sono dos puristas e faz a maioria questionar as decisões de design da FromSoftware, o jogo está tão difícil quanto o seu predecessor? A resposta é... Sim, a dificuldade está a par do primeiro jogo, claro que os veteranos da série podem achar que está mais fácil, mas pessoas que já conhecem quase todos os truques do pacote não têm muito a dizer em relação da dificuldade do jogo, mas mesmo os melhores provavelmente ainda iram ter um pouco de desafio aqui e ali com alguns bosses e provavelmente com certa área em específico, só digo uma coisa... Poison nesse jogo é traumático, mas vale um adendo, o jogo por mais completo que esteja no momento, ele ainda pode ser sujeito a certas mudanças por meio de Patchs e similares, e lembrem-se, a FromSoftware pode deixar o jogo impossivelmente dificil ou ridiculamente fácil com o "mover de um botão" e por favor façam o favor de lembrar que o mundo não gira somente em tornos dos jogadores "hardcores".

            Como nota de rodapé eu recomendo o jogo?

            Claro que recomendo, para todos os fãs antigos, os interessados em experimentar a tão aclamada e “hardcore” experiência proporcionada pelos jogos da série Souls, e até mesmo para toda a sua família. E principalmente no dia 25 de abril, quando a versão de PC sair, espero que todos que comprarem o jogo venham tentar invadir meu jogo além de participarem em Jolly Cooperation, e como sempre... Praise the SUN!

Sobre o autor:

Ether Hiroaki

Gamer desde cedo, viciado em jogos de RPG e principalmente J-RPG, adora as abordagens diferentes em jogos que existem no Japão e é fã incondicional da série Shin Megami Tensei e Spinoffs, e da série Disgaea da NIS. Defensor fervoroso de Jogabilidade + História >Gráficos.

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